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Depois de umas caixinhas para oferecer na Páscoa,


…dediquei-me aos kusudamas. O primeiro que fiz é bastante simples (a foto é que não está grande coisa.)
O projecto que tenho em mãos é mais ambicioso. Embora não seja complicado, é constituído por 60 peças, e de momento está assim:

Ai! Parece que é mesmo verdade…
Trova do Vento que Passa Pergunto ao vento que passa notícias do meu país e o vento cala a desgraça o vento nada me diz. Pergunto aos rios que levam tanto sonho à flor das águas e os rios não me sossegam levam sonhos deixam mágoas. Levam sonhos deixam mágoas ai rios do meu país minha pátria à flor das águas para onde vais? Ninguém diz. Se o verde trevo desfolhas pede notícias e diz ao trevo de quatro folhas que morro por meu país. Pergunto à gente que passa por que vai de olhos no chão. Silêncio — é tudo o que tem quem vive na servidão. Vi florir os verdes ramos direitos e ao céu voltados. E a quem gosta de ter amos vi sempre os ombros curvados. E o vento não me diz nada ninguém diz nada de novo. Vi minha pátria pregada nos braços em cruz do povo. Vi minha pátria na margem dos rios que vão pró mar como quem ama a viagem mas tem sempre de ficar. Vi navios a partir (minha pátria à flor das águas) vi minha pátria florir (verdes folhas verdes mágoas). Há quem te queira ignorada e fale pátria em teu nome. Eu vi-te crucificada nos braços negros da fome. E o vento não me diz nada só o silêncio persiste. Vi minha pátria parada à beira de um rio triste. Ninguém diz nada de novo se notícias vou pedindo nas mãos vazias do povo vi minha pátria florindo. E a noite cresce por dentro dos homens do meu país. Peço notícias ao vento e o vento nada me diz. Quatro folhas tem o trevo liberdade quatro sílabas. Não sabem ler é verdade aqueles pra quem eu escrevo. Mas há sempre uma candeia dentro da própria desgraça há sempre alguém que semeia canções no vento que passa. Mesmo na noite mais triste em tempo de servidão há sempre alguém que resiste há sempre alguém que diz não. Manuel Alegre
Um pouco mais de paciência… Já falta pouco para conseguir algo que quero muito!

Mais pormenores em breve!
Voa
Asa solta e vento
Voa
Peito leve e alma
Boa
Beijo à solta
E o coração não cobra
Nem que grande parte disto
Doa
Eu sei que nada destoa
Entre o que em mim ecoa
E a vontade de te amarVoa
Ensaia o vôo da garça
Porque a altura não disfarça
No vazio o tempo sobra
E descobres que o amor é uma obra
Construída a quatro mãos
Sem ter linha de metade
Nem lugar de exposiçãoO vôo é largo
É longa a rota
Quando é amargo um beijo adoça
E um abraço reconforta
Descemos sempre à nossa portaVoa
No amor o tempo
Voa
Para nós nunca se escoa
Não é breve nem demora
Voa livre e como livre
Não se cansa
Não tem ontem nem agora
Não tem cá dentro ou lá fora
Haverá quem voe assim?Luís Represas
Acreditem ou não, foi isso mesmo que utilizei para tirar esta foto. Uma caixa de fósforos com um “buraco de agulha”!


«Eu já estou registado no banco de dadores porque infelizmente também tenho um caso de leucemia na minha família. Deixo aqui o meu apelo a quem ainda não é dador para que o faça o mais breve possível. A vida de alguém pode depender do seu gesto!!!Se tiverem tempo e disposição visitem: http://lutar-sempre.blogspot.com
A todos os que neste momento lutam contra esta doença maldita fica aqui o meu desejo para que tenham as rápidas melhoras!!!»