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Foi realmente um momento histórico, com uma união nunca vista entre uma classe tão pouco unida. Só espero que tenhamos força para continuar a lutar por uma escola melhor. Não pelos nossos umbigos, como muita gente pensa, mas pelo melhor para as escolas, para os alunos e para a sociedade do futuro.
Será que a equipa ministerial acredita realmente que está a fazer o melhor pelo futuro do país? será que nós estamos todos errados, só eles é que estão certos? Ficam as dúvidas…
Outra coisa…. Quem é que este fulano pensa que é para vir falar nestes termos?
Uma boa resposta aqui!

O melhor é mesmo rir, para evitar ficar deprimida.
Gostava de a ver uma semana no meu lugar, para ficar a perceber realmente do que se fala quando se fala de CEF. (Ela acredita/finge acreditar que são jovens oprimidos resgatados das ruas e do abandono escolar.)
Perguntei ao rapaz se davam garantia, e se me devolviam o dinheiro se o método não resultasse. Respondeu que o dr. Estivill é muito conceituado, mas garantia não dão. Vamos ver!
Para muitos pais a hora das refeições dos filhos é um inferno. A boca fechada, que não se abre nem sequer quando vamos buscar todos os brinquedos, ligamos a televisão ou disfarçamos os pratos com o molho preferido… é o nosso pior pesadelo!
Depois do êxito experimentado com o método destinado a resolver o problema da insónia infantil, o Dr. Eduard Estivill questionou- se se não poderia aplicá-lo também ao problema da alimentação infantil.
Para tal solicitou a ajuda de uma pedagoga, Montse Domènech, e entre ambos desenvolveram um métodos simples, prático, com sólidas bases científicas, para ensinar a comer bem, e de tudo, às crianças.
Fora de Tempo… tem tudo a ver com as emoções dos últimos tempos.
Apesar de toda a fé, de toda a luta, de toda a solidariedade, de todo o sofrimento, de toda a dor… Ela levou a melhor, e a história não acabou de maneira muito diferente desta.
Fica a revolta, a desilusão com a vida, o sentimento de impotência. A dúvida… o que se achou que foi uma sorte há uns meses atrás não terá sido afinal um engano, que só serviu para prolongar o sofrimento?Para onde vão os planos, os projectos, os sonhos? O que se faz à esperança de um futuro melhor?
28 anos… NÃO É JUSTO!
Carpe diem
Confias no incerto amanhã? Entregas
às sombras do acaso a resposta inadiável?
Aceitas que a diurna inquietação da alma
substitua o riso claro de um corpo
que te exige o prazer? Fogem-te, por entre os dedos,
os instantes; e nos lábios dessa que amaste
morre um fim de frase, deixando a dúvida
definitiva. Um nome inútil persegue a tua memória,
para que o roubes ao sono dos sentidos. Porém,
nenhum rosto lhe dá a forma que desejarias;
e abraças a própria figura do vazio. Então,
por que esperas para sair ao encontro da vida,
do sopro quente da primavera, das margens
visíveis do humano? “Não”, dizes, “nada me obrigará
à renúncia de mim próprio — nem esse olhar
que me oforece o leito profundo da sua imagem!”
Louco, ignora que o destino, por vezes,
se confunde com a brevidade do verso.Nuno Júdice
Sei de cor cada lugar teu
atado em mim, a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardarPensa em mim protege o que eu te dou
Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me façam falhar
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragarFica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te deiMesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto sóEu Vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragarMafalda Veiga
Alice Vieira, Escritora, in Jornal de Notícias
«Li num jornal que a senhora ministra da Educação está contente. E, quando os nossos governantes estão contentes, é como se um sol raiasse nas nossas vidas.
E está contente porque, segundo afirmou, a violência nas escolas portuguesas, afinal, não existe.
Ao que parece, andamos todos numa de paz e amor, lá fora é que as coisas tomam proporções assustadoras, os nossos brandos costumes continuam a vingar nos corredores de todas as EB, 2/3, ou como é que as escolas se chamam agora. Tenho muita pena de que os nossos governantes só entrem nas escolas quando previamente se fazem anunciar, com todas as televisões atrás, para que o momento fique na História. É claro que, assim, obrigada, também eu, anda ali tudo alinhado que dá gosto ver, porque o respeitinho pelo Poder é coisa que cai sempre bem no coração de quem nos governa, e que as pessoas gostam de ver em qualquer telejornal.
Mas bastaria a senhora ministra entrar incógnita em qualquer escola deste país para ver como a realidade é bem diferente daquela que lhe pintaram ou que os estudos (adorava saber como se fazem alguns dos estudos com que diariamente se enchem as páginas dos jornais) proclamam. É claro que não falo daquela violência bruta e directa, estilo filme americano, com tiros, naifadas e o mais que houver.
Falo de uma violência muito mais perigosa porque mais subtil, mais pela calada, mais insidiosa.
Uma violência mais “normal”.
E não há nada pior do que a normalização, do que a banalização da violência.
Violência é não saberem viver em comunidade, é o safanão, o pontapé e a bofetada como resposta habitual, o palavrão (dos pesados…) como linguagem única, a ameaça constante, o nenhum interesse pelo que se passa dentro da sala, a provocação gratuita (“bata-me, vá lá, não me diga que não é capaz de me bater? Ai que medinho que eu tenho de si…”, isto ouvi eu de um aluno quando a pobre da professora apenas lhe perguntou por que tinha chegado tarde…)
Violência é a demissão dos pais do seu papel de educadores - e depois queixam-se nas reuniões de que “os professores não ensinam nada”.
Porque, evidentemente, a culpa de tudo é sempre dos professores - que não ensinam, que não trabalham, que não sabem nada, que fazem greves, qualquer dia - querem lá ver? - até fumam…
Os seus filhos são todos uns anjos de asas brancas e uns génios incompreendidos.
Cada vez os pais têm menos tempo para os filhos e, por isso, cada vez mais os filhos são educados pelos colegas e pela televisão (pelos jogos, pelos filmes, etc.). Não têm regras, não conhecem limites, simples palavras como “obrigada”, “desculpe”, “se faz favor” são-lhes mais estranhas do que um discurso em Chinês - e há quem chame a isto liberdade.
Mas a isto chama-se violência. Aquela que não conta para os estudos “científicos”, mas aquela da qual um dia, de repente, rompe a violência a sério.
E então em estilo filme americano.
Com tiros, naifadas e o mais que houver.»