Da marcha da indignação

10 Mar 2008 In: Uncategorized

Foi realmente um momento histórico, com uma união nunca vista entre uma classe tão pouco unida. Só espero que tenhamos força para continuar a lutar por uma escola melhor. Não pelos nossos umbigos, como muita gente pensa, mas pelo melhor para as escolas, para os alunos e para a sociedade do futuro.
Será que a equipa ministerial acredita realmente que está a fazer o melhor pelo futuro do país? será que nós estamos todos errados, só eles é que estão certos? Ficam as dúvidas…

Outra coisa…. Quem é que este fulano pensa que é para vir falar nestes termos

Uma boa resposta aqui!

Reforma da educação

28 Feb 2008 In: Uncategorized

Do Prós e Contras…

27 Feb 2008 In: Uncategorized
Ficou-me gravado o ar de espanto, admiração, incredulidade e depois, após o choque, de revolta da Sra. Ministra ao ouvir falar de FACILITISMO. Principalmente em relação aos CEF e Novas Oportunidades.

O melhor é mesmo rir, para evitar ficar deprimida.

Gostava de a ver uma semana no meu lugar, para ficar a perceber realmente do que se fala quando se fala de CEF. (Ela acredita/finge acreditar que são jovens oprimidos resgatados das ruas e do abandono escolar.)

Aprender a comer

21 Feb 2008 In: Uncategorized
As refeições do meu filho são longas, difíceis, exasperantes. Como em quase tudo, testa-nos até ao limite na hora das refeições, e o que devia ser um tempo calmo e agradável em família, passa a ser um jogo de nervos. Muitas vezes acabo por ralhar muito mais do que gostaria, dizer coisas que eram escusadas, e às vezes lá salta uma palmada. Depois deste carnaval, que chega a durar perto de 2 horas, acaba por comer e até gosta.
Sei que muito disto passa por ser uma forma de “reclamar” do pouco tempo que passo com ele ao fim do dia, mas quanto a isso não posso fazer nada para já. Estou a tentar encontrar alternativas, mas deixar o emprego sem ter outro não é solução, até porque as contas no fim do mês não se comovem com choros nem com birras.
Ontem passei na Bertrand e encontrei isto:

Perguntei ao rapaz se davam garantia, e se me devolviam o dinheiro se o método não resultasse. Respondeu que o dr. Estivill é muito conceituado, mas garantia não dão. Vamos ver!

Sinopse

Método Estivill para ensinar as crianças a comer.

Para muitos pais a hora das refeições dos filhos é um inferno. A boca fechada, que não se abre nem sequer quando vamos buscar todos os brinquedos, ligamos a televisão ou disfarçamos os pratos com o molho preferido… é o nosso pior pesadelo!
Depois do êxito experimentado com o método destinado a resolver o problema da insónia infantil, o Dr. Eduard Estivill questionou- se se não poderia aplicá-lo também ao problema da alimentação infantil.
Para tal solicitou a ajuda de uma pedagoga, Montse Domènech, e entre ambos desenvolveram um métodos simples, prático, com sólidas bases científicas, para ensinar a comer bem, e de tudo, às crianças.

Fora de tempo

21 Feb 2008 In: Uncategorized
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Porque a música tem o dom de nos reconcofortar quando estamos tristes, de nos animar quando é preciso, de nos acompanhar as alegrias…
Há sempre uma música que fala ou toca aquilo que queremos ou precisamos de ouvir em qualquer momento das nossas vidas.

Fora de Tempo… tem tudo a ver com as emoções dos últimos tempos.

Injustiças da vida…

7 Feb 2008 In: Uncategorized

Apesar de toda a fé, de toda a luta, de toda a solidariedade, de todo o sofrimento, de toda a dor… Ela levou a melhor, e a história não acabou de maneira muito diferente desta.
Fica a revolta, a desilusão com a vida, o sentimento de impotência. A dúvida… o que se achou que foi uma sorte há uns meses atrás não terá sido afinal um engano, que só serviu para prolongar o sofrimento?

Para onde vão os planos, os projectos, os sonhos? O que se faz à esperança de um futuro melhor?

28 anos… NÃO É JUSTO!

Carpe diem

Confias no incerto amanhã? Entregas
às sombras do acaso a resposta inadiável?
Aceitas que a diurna inquietação da alma
substitua o riso claro de um corpo
que te exige o prazer? Fogem-te, por entre os dedos,
os instantes; e nos lábios dessa que amaste
morre um fim de frase, deixando a dúvida
definitiva. Um nome inútil persegue a tua memória,
para que o roubes ao sono dos sentidos. Porém,
nenhum rosto lhe dá a forma que desejarias;
e abraças a própria figura do vazio. Então,
por que esperas para sair ao encontro da vida,
do sopro quente da primavera, das margens
visíveis do humano? “Não”, dizes, “nada me obrigará
à renúncia de mim próprio — nem esse olhar
que me oforece o leito profundo da sua imagem!”
Louco, ignora que o destino, por vezes,
se confunde com a brevidade do verso.

Nuno Júdice

Acho que finalmente encontrei

30 Jan 2008 In: Uncategorized

A única solução possível para os meus problemas no trabalho…

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sexto andar - clã

30 Jan 2008 In: Uncategorized

Cada lugar teu

10 Jan 2008 In: Uncategorized
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Sei de cor cada lugar teu
atado em mim, a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardar

Pensa em mim protege o que eu te dou
Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me façam falhar
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragar

Fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei

Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só

Eu Vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar

Mafalda Veiga

Violência nas escolas

8 Jan 2008 In: Uncategorized
 

Alice Vieira, Escritora, in Jornal de Notícias

«Li num jornal que a senhora ministra da Educação está contente. E, quando os nossos governantes estão contentes, é como se um sol raiasse nas nossas vidas.

E está contente porque, segundo afirmou, a violência nas escolas portuguesas, afinal, não existe.

Ao que parece, andamos todos numa de paz e amor, lá fora é que as coisas tomam proporções assustadoras, os nossos brandos costumes continuam a vingar nos corredores de todas as EB, 2/3, ou como é que as escolas se chamam agora. Tenho muita pena de que os nossos governantes só entrem nas escolas quando previamente se fazem anunciar, com todas as televisões atrás, para que o momento fique na História. É claro que, assim, obrigada, também eu, anda ali tudo alinhado que dá gosto ver, porque o respeitinho pelo Poder é coisa que cai sempre bem no coração de quem nos governa, e que as pessoas gostam de ver em qualquer telejornal.

Mas bastaria a senhora ministra entrar incógnita em qualquer escola deste país para ver como a realidade é bem diferente daquela que lhe pintaram ou que os estudos (adorava saber como se fazem alguns dos estudos com que diariamente se enchem as páginas dos jornais) proclamam. É claro que não falo daquela violência bruta e directa, estilo filme americano, com tiros, naifadas e o mais que houver.

Falo de uma violência muito mais perigosa porque mais subtil, mais pela calada, mais insidiosa.

Uma violência mais “normal”.

E não há nada pior do que a normalização, do que a banalização da violência.

Violência é não saberem viver em comunidade, é o safanão, o pontapé e a bofetada como resposta habitual, o palavrão (dos pesados…) como linguagem única, a ameaça constante, o nenhum interesse pelo que se passa dentro da sala, a provocação gratuita (“bata-me, vá lá, não me diga que não é capaz de me bater? Ai que medinho que eu tenho de si…”, isto ouvi eu de um aluno quando a pobre da professora apenas lhe perguntou por que tinha chegado tarde…)

Violência é a demissão dos pais do seu papel de educadores - e depois queixam-se nas reuniões de que “os professores não ensinam nada”.

Porque, evidentemente, a culpa de tudo é sempre dos professores - que não ensinam, que não trabalham, que não sabem nada, que fazem greves, qualquer dia - querem lá ver? - até fumam…

Os seus filhos são todos uns anjos de asas brancas e uns génios incompreendidos.

Cada vez os pais têm menos tempo para os filhos e, por isso, cada vez mais os filhos são educados pelos colegas e pela televisão (pelos jogos, pelos filmes, etc.). Não têm regras, não conhecem limites, simples palavras como “obrigada”, “desculpe”, “se faz favor” são-lhes mais estranhas do que um discurso em Chinês - e há quem chame a isto liberdade.

Mas a isto chama-se violência. Aquela que não conta para os estudos “científicos”, mas aquela da qual um dia, de repente, rompe a violência a sério.

E então em estilo filme americano.

Com tiros, naifadas e o mais que houver.»

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